"Gostou da cama?" Sua voz estava baixa, quase provocativa, enquanto ele se aproximava de mim.
Dei um passo para trás instintivamente, meus olhos se movendo ao redor do quarto. "Eu... eu pensei que haveria duas camas."
Ele sorriu lentamente, seu olhar nunca deixando o meu. "A suíte é enorme, Karen. Não há necessidade de duas camas."
Congelei, meu coração batendo forte. Ele está me pressionando para algo com o qual não estou pronta. Mas não consegui me afastar; sua proximidade era sufocante, porém magnética.
“Eu te disse,” Dante disse suavemente, sua voz preenchida por uma borda que eu não conseguia entender totalmente, “só iremos até beijos. Em público, é claro.”
O lembrete do contrato enviou um arrepio gelado por mim. Eu relembrei cada palavra, os termos que pareciam correntes. Ele estava perto agora, tão perto que eu conseguia sentir o calor de sua respiração na minha pele.
"Apenas respire, Karen," murmurei entre dentes, cerrando os punhos para esconder o tremor.
Ele deu mais um passo na minha direção, seu olhar penetrante, mas algo indecifrável brilhava por trás de seus olhos. "Vou arrumar minhas coisas no armário, se me permitir."
“Tenho uma ideia melhor,” falou. "Vou ligar para a recepção. Eles vão mandar alguém desfazer nossas malas para nós. Tudo que precisamos fazer é deixá-las perto do armário.”
Concordei, muito exausta para discutir. Mas enquanto ele falava, notei o brilho em seus olhos. "Vamos nos arrumar," ele acrescentou, sua voz assumindo um tom brincalhão. "Estarei pronto em trinta minutos. Iremos para o restaurante."
Concordei, tentando acalmar meu coração acelerado. "Está bem, vou pegar o que preciso enquanto você usa o banheiro."
“Perfeito,” ele disse. "E Karen, quero que se sinta à vontade. Coma e beba o que quiser, a qualquer hora. Não espere por mim. Se quiser algo, só pedir. Você é minha noiva, lembre-se. Quero que esteja satisfeita."
Suas palavras quase soaram como um comando, uma promessa envolta em algo possessivo e sombrio. Concordei em silêncio enquanto ele pegava sua bagagem de mão e seguia em direção ao banheiro, me deixando contemplar a reviravolta surreal que minha vida havia tomado.
Quando a porta clicou atrás dele, saí até a varanda, a brisa fresca da noite roçando minha pele. Mas até o ar fresco não conseguia acalmar a tempestade que se formava dentro de mim.
O que estou fazendo?





