Bolinho de 8 anos intriga especialistas em fungos

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Bolinho de 8 anos intriga especialistas em fungos
Foto: (reprodução/internet)

Uma caixa de Twinkies de 8 anos refutou o mito de que o produto Hostess nunca estraga. Após uma inspeção mais detalhada, também revelou que o lanche pode se decompor de forma diferente do que um alimento normal. Como relata o NPR, o crescimento variável de fungos nos Twinkies era tão incomum que chamou a atenção dos especialistas.

A história dos bolinhos podres começou em 2012, quando o fotógrafo de natureza Colin Purrington soube da falência iminente da Hostess Brands.

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Temendo que Twinkies desaparecessem das prateleiras para sempre, ele comprou uma caixa para a posteridade. Ele ficou em seu porão até que ele foi atingido por um desejo de comê-los no início deste ano.

Quando Purrington rasgou o pacote de 8 anos de idade, ele ficou surpreso ao descobrir que os lanches dentro dele não estavam comestíveis.

Ele havia presumido que Twinkies eram indestrutíveis, mas o conteúdo da caixa provava o contrário: o bolo que ele mordeu tinha o gosto do que ele descreveu como “meia velha”, outro tinha uma mancha escura e um terceiro encolheu e virou cinzento.

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Depois que Purrington compartilhou fotos de sua descoberta online, ele enviou os Twinkies para Brian Lovett e Matt Kasson, cientistas da West Virginia University em Morgantown que se especializaram em fungos.

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No passado, os pesquisadores estudaram como os fungos crescem em alimentos carregados de conservantes, como Peeps (marshmallows vendidos nos Estados Unidos e no Canadá que são modelados em filhotes, coelhos e outros animais).

Eles suspeitavam que o crescimento de fungos fosse responsável pela decomposição dos Twinkies – eles simplesmente não sabiam de que tipo.

O Twinkie enrugado parecia embrulhado em seu invólucro, resultado do fungo consumir mais gases do que produzir. O fungo pode ter parado de crescer quando ficou sem ar na embalagem.

Quando o desembrulharam, os cientistas encontraram um material sólido como uma rocha que precisaram de uma ferramenta de biópsia de medula óssea para penetrar. No entanto, o Twinkie não foi duro do começo ao fim: o centro macio e cremoso sobreviveu, sugerindo que os fungos eram mais atraídos pelo bolo do que pelo recheio.

Amostras do Twinkie marcadas com o círculo escuro apontavam para a presença de Cladosporium, um dos fungos aerotransportados mais comuns encontrados em ambientes fechados.

Os pesquisadores não conseguiram obter uma amostra viva de esporos da massa endurecida, mas ainda estão tentando. Mais testes de laboratório revelarão as espécies de fungos que mumificaram um dos produtos de padaria mais estáveis ​​do mundo.

Traduzido e adaptado por equipe Conhecimento Agora

Fonte: Mental Floss

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