Tatuagens Ancestrais – Saiba o que são e veja exemplos

Sabe qual é o conceito por trás das tatuagens ancestrais? Leve em conta que temos um enredo que é histórico e que está ressurgindo nesses últimos anos. Especialmente em países que ditam sobre a história das civilizações, como uma parte da Europa.

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Assim, a ideia é que traga de volta alguns sinais de tatuagens antigas, como aquelas com traços grossos e em preto. O estilo tem sido apreciado por conter forte apelo motivacional. Isto é, um objetivo que visa contar mais sobre a cultura de um povo a partir da arte.

Tatuagens Ancestrais – Saiba o que são e veja exemplos
Foto: (reprodução/internet)

Para entender tudo sobre as tatuagens ancestrais, nesse texto você vai ver:

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  • O que é uma tatuagem ancestral;
  • A tatuagem mais antiga;
  • Como eram feitas as tatuagens antigamente.

O que é uma tatuagem ancestral

Como o nome indica, é uma tatuagem que segue parâmetros antigos, da ancestralidade. Atualmente, ela também é alcunhada como “old school”. Sendo assim, é um dos estilos de tatuagens mais tradicionais que se tem conhecimento no mundo da tattoo.

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Foto: (reprodução/internet)

É a partir da tatuagem ancestral que se tem conhecimento da popularização dos desenhos e traços no corpo. Nos dias atuais, a representação da tatuagem ancestral é marcada pelo traço grosso e pelas cores vermelhas, chapadas, além da pigmentação mais intensa.

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Na contraposição, a gente tem o que ficou chamado de new school, que é um conceito que traz cores vibrantes e em linhas mais delicadas. Assim, é possível encontrar mais variedade de traços e tons, com temáticas urbanas, como o grafite.

Outros estilos de tatuagens

Além da nova escola e da velha escola de tatuagens, considere que muitos estilos foram sendo criados nesse intervém. Assim, podemos lembrar do bold line, que é uma espécie de mistura das escolas, só que com inspiração em desenhos animais e personagens de HQs.

Tem o estilo tribal, que também se relaciona de forma direta com a tatuagem ancestral porque traz conceitos que eram usados por tribos indígenas e antigas civilizações. É comum encontrar traços grossos em preto chapado, sendo um estilo muito comum na década de 90.

E a lista de estilos de tatuagens se mantém ainda mais longa, com o oriental, o pontilhismo, o geométrico e o neo tradicional. Inclusive, essa última vertente é um tipo de atualização do old school, só que com figuras mitológicas e a art nouveau impressa nos desenhos. 

A tatuagem mais antiga 

Com base em registros históricos, considere que a tatuagem mais antiga é de 1991 e apareceu no corpo de um homem congelado datado em mais de 5.000 anos. A região é entre a Áustria e a Itália, o que indica que as tatuagens são bem antigas e não é uma ideia moderna. 

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Foto: (reprodução/internet)

O cadáver de Otzi, como o homem foi apelidado, foi conservado pelo gelo dos Alpes e continha 61 tatuagens. Nenhuma delas com a estampa de rostos de personagens ou celebridades daquela época. A descoberta, no entanto, nunca chocou o mundo.

Isso porque a arte de tatuar já é conhecida com histórica em vários povos de todo canto do planeta. Se analisarmos esse contexto, é possível notar que esses desenhos continham utilidades, símbolos e métodos. No caso de Otzi há uma curiosidade ainda maior nisso.

O que significavam as tatuagens de Otzi

Atualmente, acredita-se que as tatuagens de Otzi eram terapêuticas para doenças como artrose ou males do intestino. Talvez isso fosse mais importante do que a simbologia dos traços. Afinal, foram feitas em regiões que coincidem com os pontos de acupuntura.

Aí dá para traçar esse relato e estudo com o fato de que muitos povos indígenas costumam fazer o tratamento de doenças através das tatuagens. Hoje, é bem difícil estudar isso porque a devastação cultural levou muitas tribos e culturas embora, levando junto a arte corporal.

O lado bom é que algumas tribos com suas tatuagens ancestrais foram encontradas mais tarde através de vários meios. Como por exemplo, a descoberta de práticas antigas, o que acabou resistindo ao tempo e se tornando objetos de estudo moderno. 

A tatuagem Inuit

A tatuagem Inuit é um exemplo de tatuagem ancestral. Ela vem do povo Inuit, que ficava no extremo norte do Canadá. Com o Cristianismo, a arte foi banida por ter sido considerada profana: “não cortem seus corpos para os mortos ou coloque marcas tatuas na pele”.

Tatuagens Ancestrais – Saiba o que são e veja exemplos
Foto: (reprodução/internet)

Foi esse tipo de frase bíblica que selou a proibição dessa prática. Com isso, a pausa na arte de desenhar no corpo permaneceu por mais de 100 anos. Nesse povo, além de ser usada para tratar doenças, a tatuagem também era uma forma de embelezar o corpo e o rosto feminino.

Atualmente, os Inuits começaram a resgatar o costume ancestral, a partir de anciãos de comunidades que estão dispostos a falar do assunto e dos rituais por trás das tatuagens. Alguns até falam em tabu e dizem que vão resgatar a prática.

A tatuagem Kayabi

Kayabi é um povo indígena da América do Sul e está entre os maiores tatuadores do mundo. No entanto, da mesma forma que aconteceu com os Inuits, eles não mantiveram os costumes porque a maior parte das tribos foram extintas com ataques genocidas.

Nesse caso, também há uma boa notícia: existe o Parque Indígena do Xingu, que são formados pelos Kayabis, que se identificam como membros da tribo. Para eles, a tatuagem no rosto é um tipo de marca tribal, ou seja, para identificar os membros de cada tribo. 

Isso representa a luta por sobrevivência que, por um fio, se manteve na tradição indígena Kayabi. Um membro da tribo aprendeu a arte e conseguiu compilar um diretório de nomes para os anciãos da tribo, que começaram a tatuar meninos e meninas.

A tatuagem Viking

De um modo ou de outro, se é para falar de tatuagens ancestrais, em algum momento, a gente tocaria na pauta dos vikings. Existem algumas provas que citam as tatuagens como marca da cultura desse povo. Especialmente, dos membros do povo Rus, que eram comerciantes.

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Foto: (reprodução/internet)

Isso vem lá de 921 d.C. Assim, todos os homens Rus eram tatuados da ponta dos dedos até o pescoço com imagens variadas, especialmente, de árvores e símbolos. A arte se manteve, mas ganhou ainda mais força com os tatuadores dinamarqueses modernos.

Esses novos tatuadores, que fizeram ampla pesquisa sobre a tatuagem nórdica, apelidaram o novo hábito de tatuagem neo-nórdica. Esse estilo que mistura elementos e estilos artísticos de vários países europeus, como escoceses e noruegueses.

A tatuagem Tã Moko Maori

Esse nome “Maori” é bem comum hoje em dia. Inclusive, tatuadores não hesitam em falar que é uma tendência que vem vinculada aos atores do cinema. Mas, vamos dar um passo atrás para entender melhor isso. Lá no século 18, quando navegadores ingleses chegaram a Polinésia.

Assim, viram que todo mundo tinha uma tatuagem no corpo, ou seja, era algo comum para a época, ainda que nem todos eram adeptos. E essa prática inspirou novos métodos, que se tornaram modernos e mais intensos. Aliás, é daí que vem a palavra “tatoo”, do taitiano “tatau”.

Maori é um povo nativo da Nova Zelândia e que usavam as tatuagens, ou Tã Moko, como obra de arte. A ideia era decorar todo o corpo assim como o rosto. Nas mulheres, as tatuagens iam até a boca e no queixo, simbolizando fertilidade.

Como eram feitas as tatuagens antigamente 

Essa parte final do artigo é para matar a curiosidade de muita gente. Afinal de contas, sabia que antigamente não existia a mesma técnica para tatuar que temos hoje, certo? Logo, considere que o mais aceito entre os historiadores é sobre uso de agulhas de costura ou furadores.

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Foto: (reprodução/internet)

Para se ter uma ideia, um estudo recentemente, feito a partir da arqueologia, mostrou que as múmias eram consideradas como objetos de fascínio. Elas passavam por incursões artísticas nos corpos dos seus fósseis. E isso foi comprovado com artefatos encontrados daquela época.

No Egito, por exemplo, várias múmias femininas foram encontradas com tatuagens e hieróglifos. O que sugere desenhos artísticos associados a cura de deusas. A interpretação ainda passa por vieses antes da aceitação cientifica, mas é o que é mais aceito na comunidade.

As tatuagens dos índios

Aqui entra outro ponto da discussão cientifica porque as tatuagens dos índios, que eram feitas com urucum, não são ditas como tatuagens e sim pinturas, já que não existe o corte na pele. Aí, a questão passa a ser mais polêmica a partir de opiniões. 

Por isso, no Brasil, o início da tatuagem vem junto com Knud Harald Lucky Gegersoen, que era um dinamarquês que chegou por aqui em 1959 e morou em Santos, no litoral paulista, exercendo a sua profissão de tatuar no corpo das pessoas. 

A tatuagem mais rudimentar da atualidade

Recentemente, algumas revistas começaram a publicar um grupo de artistas, chamados tatuadores, que estão usando as técnicas rudimentares do passado para tatuar pessoas. Logo, eles não fazem parte de grupos de nativos ou tribos, mas estão inseridos na sociedade.

Para quem está no centro de Copenhage, basta procurar por Kai Uwe Faust, que usa um bastão de madeira dando pontadas e formando pontos brilhantes nas peles humanas. De maneira tradicional e religiosa, ele cria suas artes em pessoas, como se estivesse tecendo tapetes.