2 grandes pedaços de lixo espacial podem colidir esta noite

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2 grandes pedaços de lixo espacial podem colidir esta noite
Foto: (reprodução/internet)

A órbita da Terra pode ficar muito mais lotada e muito mais perigosa nesta noite (15 de outubro).

Dois grandes pedaços de lixo espacial estão se direcionando a uma aproximação que ocorrerá nesta quinta-feira (15 de outubro) às 21:56 no horário de Brasília, de acordo com a empresa de rastreamento com sede na Califórnia LeoLabs.

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O encontro acontecerá 991 km acima do Oceano Atlântico Sul, próximo à costa da Antártica.

Os cálculos mais recentes do LeoLabs indicam a probabilidade de uma colisão em mais de 10% – um número assustadoramente alto, considerando que a massa combinada dos objetos é de cerca de 2.800 kg e eles estarão avançando um em direção ao outro a uma velocidade relativa de 52.950 km/h.

“Este evento continua a ser de alto risco e provavelmente permanecerá assim até o momento de maior aproximação”, o LeoLabs tuitou ontem (14 de outubro).

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Também no Twitter, Jonathan McDowell, astrônomo e rastreador de satélites do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, identificou os dois objetos como um extinto satélite de navegação soviético chamado Parus (ou Kosmos 2004) e um estágio de foguete chinês.

Uma “varredura em modo de busca” agendada para logo após a aproximação deve revelar se uma colisão de fato ocorreu, disse LeoLabs em outro tweet.

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E todos nós devemos manter nossos dedos cruzados para um erro próximo. Um choque provavelmente resultaria em um “aumento significativo (10 a 20%) no ambiente de entulho da LEO”, disse McDowell em outro tweet (LEO vem do inglês low Earth orbit, que significa “órbita terrestre baixa”).

Tal evento superespalhador de destroços não seria sem precedentes. Em fevereiro de 2009, por exemplo, o satélite de comunicações operacional Iridium 33 colidiu com o extinto satélite militar russo Kosmos 2251. A destruição gerou 1.800 fragmentos rastreáveis em outubro seguinte, além de muitos outros pequenos demais para serem detectados.

A humanidade também gerou duas vezes grandes nuvens de detritos propositalmente – durante os testes anti-satélite em 2007 e 2019 conduzidos pela China e Índia, respectivamente.

Esses eventos, e a potencial colisão da noite de hoje, destacam a crescente ameaça que os detritos orbitais representam para o voo espacial e a exploração.

A Estação Espacial Internacional teve que manobrar para evitar colisões potenciais três vezes só em 2020, por exemplo. E como os custos de lançamento e desenvolvimento do satélite continuam a cair, a órbita da Terra ficará cada vez mais lotada, geralmente com naves operadas por relativos neófitos.

A comunidade de voos espaciais, portanto, precisa apresentar diretrizes para minimizar os detritos, e breve, dizem muitos especialistas.

Essas diretrizes podem incluir a exigência de que os corpos dos foguetes sejam desorbitados logo após o lançamento, para que não possam se envolver em confrontos como o que ocorrerá na noite de quinta-feira no Atlântico Sul.

Traduzido e adaptado por equipe Conhecimento Agora

Fonte: Live Science

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