Investir em renda fixa ou variável – entenda a diferença

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A questão de a renda ser fixa ou variável vai impactar no rendimento ao longo do tempo, com ‘surpresas’ nos ganhos ou não.

Escolher qual tipo de renda adotar pode ser uma tarefa desafiadora, uma vez que essa escolha impacta diretamente no rendimento que a pessoa obterá ao longo do tempo. É possível escolher a renda fixa, a renda variável ou mesmo as duas concomitantemente, e a melhor delas vai depender de muitos fatores.

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renda fixa ou variável
Foto: (reprodução/internet)

O que é renda fixa?

Esse é um tipo de renda que provoca resultados previsíveis e fixos, como o próprio nome já diz. Dependendo da forma de rentabilidade, ela pode ser caracterizada como prefixada ou pós-fixada, mas, em ambos os casos, será um resultado imutável, que não varia.

O rendimento pode, para ilustrar melhor a situação, ser fixado em 5% ao ano, e assim se manterá até o término do contrato. Exemplos de aplicações que podem usar o modelo de renda prefixada são LC, CDB e Tesouro Direto.

Já na renda pós-fixada, o valor que é fixo está atrelado a um indexador da economia, como é o caso da taxa do Selic e do CDI. O rendimento não é fixo, mas sim, o percentual do indicador, que pode ser, por exemplo, de 100% do CDI. Só é possível ter a previsão dos resultados quando chega o momento do resgate.

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É recomendado usar a renda prefixada quando há previsão de queda das taxas de juros ou quando uma pessoa deseja futuramente resgatar um valor fixo. Já quando se fala na renda pós-fixada, é recomendado usá-la em objetivos de qualquer prazo, como comprar um imóvel ou fazer outros tipos de investimentos. Os rendimentos pós-fixados podem usar em ativos como o Tesouro Direto, LC, LCA, LCI e CDB.

O que é renda variável?

Quando se fala em renda variável, refere-se à compra de um negócio. Esse negócio pode ser, por exemplo, um empreendimento imobiliário ou uma empresa. Ela é variável porque sua precificação vai acontecer de acordo com as expectativas dos investidores em relação à área de atuação e ao mercado externo e interno.

Em um mercado de investimentos, é preferível a renda fixa pelo fato de ela ser, de uma forma ou de outra, definida. Não há grandes surpresas em nenhum dos cenários. Há isso apenas quando se fala na renda variável. Essa segurança nos rendimentos é bastante atraente, mas a renda variável também tem vantagens.

Ela, por exemplo, tem um real potencial de valorização nos anos vindouros. Se for bem feita, pode fazer o dinheiro render bastante, muito mais que em uma renda fixa. O segredo para isso, de acordo com especialistas, é priorizar os ativos das empresas consolidadas e que estão comprometidas a beneficiar os acionistas com retornos positivos.

Renda híbrida

Conforme descrito mais acima, a renda também pode ser híbrida, ou seja, uma mistura de renda fixa e variável. A taxa fixa desse tipo de rendimento é a remuneração acima da inflação, e é isso o que atrai muita gente, pois o ganho é real. As taxas de rentabilidade híbrida podem ser oferecidas nos seguintes investimentos: LC, LCA, LCI, CRI, CRA, CDB, Tesouro Direto IPCA+ e Debêntures.

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