Previdência privada – Conheça e saiba as vantagens

A previdência privada é um tipo de investimento feito para quem pretende planejar o futuro a longo prazo. A procura por essa aplicação aumentou logo após os rumores sobre a Reforma da Previdência. Muitas pessoas desejam ter um dinheiro guardado para emergências no futuro ou planejam estar independentes daqui a alguns anos.

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Para esses planos, a previdência privada pode ser uma opção de investimento interessante. Os especialistas sugerem que essa aplicação seja feita para quem tem planos de retirar o dinheiro investido, pelo mínimo, daqui a 6 anos.

Foto: (reprodução/internet)

Veja os tópicos que vai ler neste artigo:

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  • Como funciona a previdência privada;
  • Qual é a diferença entre previdência privada e pública;
  • Quais são as vantagens;
  • Como escolher o plano de previdência.

Como funciona a previdência privada

Assim como quase todos os casos de investimentos, com a previdência privada há dois estágios importantes: acumular o capital e, depois, resgatar. No momento de acumular o capital, o investidor faz aplicações mensais de uma quantidade estipulada por ele e passa anos fazendo isso.

Fonte: (Reprodução/Internet)

Depois de certo tempo, o investidor poderá resgatar com juros o dinheiro que fora investido durante todo este tempo. Uma das grandes diferenças da previdência privada são as vantagens tributárias, que beneficiam os investimentos feitos a longo prazo.

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São cobradas taxas pelos grandes bancos. É importante que o investidor conheça essas taxas e análise bem a situação, pois, em alguns casos, a previdência privada feita em alguns bancos pode não ser tão proveitosa assim. Em geral, são:

  • Taxa de custódia;
  • Taxa de carregamento de entrada;
  • Taxa de carregamento de saída;
  • Taxa de administração para o banco.

Diferenças entre previdência pública e privada

Antes de falar mais sobre a previdência privada, é válido entender o porquê ela tem se tornado uma alternativa à previdência pública. A lógica é que tenha diferenças relevantes entre elas, certo? Vamos entender! O que diferencia uma da outra é o fato de que a pública é gerenciada pelo governo. Já a privada, por empresas especializadas.

Da mesma forma, quem estipula o valor a ser recebido futuramente é o governo. Mas não se engane, não tem uma perspectiva de ganhos significativos, embora os valores sofram correção no decorrer dos anos. Enquanto na previdência privada, o investidor conta com um gestor que busca por oportunidades de investimento.

Logo, o dinheiro captado é direcionado ao um fundo de previdência, sendo administrado pelos especialistas. A depender das estratégias da gestão, um fundo pode render valores diferentes. Outra diferença relevante é sobre a natureza da contribuição, sendo que a pública é obrigatória e a particular é facultativa. Ou seja, o beneficiário tem a opção de contribuir quando quiser.

Quais são os tipos de previdência privada

Agora, o conteúdo vai começando a ficar mais específico. Já sabe como funciona a previdência privada, agora vamos ver quais são os tipos disponíveis  no mercado. As duas classificações são PGLB, que é o Plano Gerar do Benefícios Livre) e VGBL (Vida Gerador e de Benefícios Livre).

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Os planos na categoria PGBL são destinados para o público que declara impostos, mais especificamente o Imposto de Renda. Através desse formato, o beneficiário tem acesso aos benefícios fiscais. Ainda, quem opta pelo PGBL tem a possibilidade de projetar as contribuições de acordo com a renda bruta.

O limite da dedução das contribuições é de no máximo 12% ao ano. Por outro lado, ao fazer o resgate dos valores, o Imposto de Renda é cobrado em cima do valor total dos recursos. Mas de qualquer forma, o investidor paga um percentual menor do imposto todos os anos.

Entenda sobre VGBL

Já os planos da categoria VGBL não contam com benefícios fiscais como o exemplo anterior. Todavia, podem ser indicados para os investidores que utilizam o modelo simplificado para fazer a declaração do Imposto de Renda. Os planos VGBL podem ser interessantes em uma única situação.

Se o investidor quiser investir mais de 12% da renda em previdência privada, pode ser que compense. Nesses casos, os planos PGBL deixam de valer a pena. Ainda, o VGBL pode ser mais interessante, pois ao resgatar os valores, o Imposto de Renda vai incidir somente sobre os rendimentos, e não sobre o valor total das contribuições.

Vantagem da previdência privada

A primeira é a progressiva, onde 15% do investimento fica retido, podendo gerar juros de até 27,5%. Já a segunda é a regressiva, onde a retenção do tributo pode variar de 10% a 35%, dependendo do tempo em que o dinheiro permanecer aplicado. Neste caso, quanto mais tempo o dinheiro ficar na conta, menos imposto será pago pelo investidor.

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A previdência privada oferece tanto benefícios quanto desvantagens para o investidor. Vejamos um pouco mais sobre isso abaixo:

  • Poupar dinheiro: investir na Previdência incentiva a guardar dinheiro para emergências a longo prazo. Para pessoas que não costumam guardar dinheiro, essa é uma boa opção para começar a poupar;
  • Flexibilidade: o investidor tem a opção de transferir a Previdência para outro banco a partir da portabilidade da conta, caso se sinta insatisfeito com o banco;
  • Fundo de garantia: ela gera um fundo de renda para uma aposentadoria futura;
  • Plano personalizado: plano individual e personalizado para as necessidades e condições do investidor.

Por outro lado, também existem os pontos negativos da previdência privada. Então é válido levar em consideração os dois aspectos antes de mexer no dinheiro. Vamos falar mais sobre isso no próximo tópico.

Desvantagens

Conforme falamos anteriormente, veja a seguir quais são as desvantagens da previdência privada:

  • Taxas: as taxas de administração variam de acordo com o banco, podendo, muitas vezes, não serem tão proveitosas assim;
  • Tributação: conforme dito anteriormente, a Previdência Privada só é proveitosa para investimentos a longo prazo. Caso seja necessário tirar o dinheiro com menos tempo de contribuição, as taxas tributárias serão bem maiores;
  • Riscos: assim como todo investimento, a Previdência Privada apresenta muitos riscos. Um deles é o risco de perder todo o dinheiro investido, caso Fundo Garantidor de Crédito vá à falência.

Portanto, é importante pensar bem e avaliar as condições antes de investir seu dinheiro, para assim conseguir ter uma boa rentabilidade. Estude com calma as finanças para não se precipitar.

Quando é o momento certo para investir?

Nessa altura do campeonato, provavelmente você já entendeu que a previdência privada é um recurso para complementar a aposentadoria oferecida pelo governo, né? Por isso, é válido começar a investir o mais rápido possível. Afinal, o intuito é poder usufruir dos recursos quando decidir não trabalhar mais.

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Outro ponto que merece atenção é que o resgate precisa ser feito depois de muitos anos. Claro, isso se quiser ter tido um rendimento considerável. Quem tiver interesse, pode começar a investir na previdência privada assim que começar a trabalhar. Se ainda está em dúvida, algumas dicas podem ajudar.

A primeira coisa que deve se perguntar é qual a renda que pode ter daqui 5 a 10 anos? Não é a renda que você quer ter, mas a renda que você acha que pode ter com o trabalho que exerce hoje. Se não conseguir projetar isso, por estar em um emprego instável, é o momento ideal para avaliar a opção da previdência privada.

Como escolher o melhor plano de previdência

Tá, mas com tantas ofertas no mercado, como escolher o melhor plano de previdência? Não existe outro caminho, o jeito ideal é avaliar os fundos que estão disponíveis. Fique de olho nas condições dos planos e, principalmente, nas taxas. Um plano atraente tem taxas e retornos que conversam entre si, além de possuir um prazo menor de carência.

Geralmente, os planos de previdência são oferecidos e administrados por gestoras de investimento. Então, procure por uma que não tenha custos altos. O ideal é que quanto menor for o curso, mais rendimento o investidor vai ter. Por ser um investimento que o público busca segurança, a previdência privada possui fundos que são mais conservadores.

O interesse dos gestores é preservar o capital do investidor. Afinal ele está buscando com rentabilidade e retorno a longo prazo. Reforçando, se deseja um retorno a curto ou médio prazo, os planos de previdência privada não são recomendados. Então, avalie bem antes de aplicar o dinheiro.

Como se preparar para a aposentadoria sem ter carteira assinada

Quando falamos sobre profissionais que não têm carteira assinada, podemos citar freelancers, autônomos, MEI e até mesmo PJ, que são donos do próprio negócio. Algumas coisas precisam ficar claras, antes de é se deseja se aposentar em algum momento da vida.

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A segunda pergunta importante é quando precisaria para viver bem. Nisso, precisam ser anotadas informações como gastos fixos mensais, alimentação, despesas com moradia, entre outras coisas. Depois, defina quais são os gastos variáveis que podem surgir, quais são as fontes de renda, como por exemplo, de aluguéis.

Depois de responder esses pontos, fica mais fácil definir um objetivo e escolher um plano de aposentadoria. Depois disso, pode escolher a melhor forma de investimento. Não precisa ser necessariamente a previdência privada. Pode ser até mesmo investimentos de renda fixa como CDB, LCA’s, Tesouro Direto, etc.

Autônomo – Como fazer parte do INSS

Muita gente costuma ter dúvidas sobre como proceder na aposentadoria, quando se é autônomo. Nesse caso, o profissional precisa se inscrever no PIS, o Programa de Interação Social. A categoria que vai se enquadrar é a “contribuinte individual”.

Em seguida, é só escolher o tipo de contribuição que deseja aderir. Por fim, basta efetuar o pagamento da Guia da Previdência Social (GPS), que pode ser feito pela internet ou no banco.

Como investir

Por fim, para investir em fundos de previdência, é necessário procurar uma seguradora ou gestora de investimentos. Então, o ideal é encontrar uma empresa confiável, afinal o investidor coloca valores significativos nas plataformas.

O gestor é responsável por fazer a distribuição do capital nas melhores opções para quem visa a aposentadoria. Logo, antes de fazer qualquer movimentação financeira, procure conhecer a empresa que estar por trás dos fundos de previdência.