Não era a resposta que ele esperava. As palavras ficaram entre eles por um longo momento, nenhum sabendo o que fazer com elas.
Então, Lucas fez o inesperado. Ele virou-se, seus ombros rígidos, seus movimentos bruscos. “Vá,” ele disse, sua voz mal passando de um sussurro. “Vá e viva sua vida. Não volte. Não por mim. Não por ninguém.”
O coração de Belinda deu um salto. Ela não esperava por isso – esse alívio, essa finalidade. Ele a estava deixando ir.
Ela ficou parada por um momento, o peso de suas palavras se assentando sobre ela como um cobertor. E então, sem mais um olhar em sua direção, ela virou-se e partiu, seus passos resolutos, cada um a levando mais longe do homem que um dia fora seu tudo.
A chuva havia recomeçado, fraca e constante, enquanto Belinda descia os degraus da mansão. Seu coração se sentia estranhamente leve, o peso do passado se dissipando a cada passo que ela dava longe dele.
Ela não tinha certeza do que o futuro reservava, mas sentia como se pudesse respirar novamente pela primeira vez em anos.
Ela havia se libertado.
E ali, embaixo do toldo da grandiosa propriedade, seu coração firme e seguro, Belinda percebeu algo profundo. Esta era agora sua vida. A dor, a angústia, as noites sem fim se perguntando se havia feito a escolha certa – tudo estava no passado.
Ela não precisava de Lucas. Nunca precisou.
Com uma respiração profunda, Belinda ergueu o queixo, caminhando em direção à tempestade sem olhar para trás. Ela finalmente havia fechado aquele capítulo de sua vida. E o próximo? Seria dela para escrever.
A chuva amainou ao seu redor, mas ela sabia de uma coisa: ela não tinha mais medo.
Ela estava livre.





