Banco Central do Brasil muda sua forma de atuar no câmbio e dólar fecha acima de R$ 4,00

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Os dados são da última quinta-feira (15).  De acordo com a Agência Reuters, às 10h23, o dólar recuava 0,38%, a 4,0251 reais na venda. 

 

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Após a decisão do Banco Central do Brasil em mudar sua forma de atuar no câmbio, o dólar recua ante o real na última quinta-feira (15). De acordo com a Agência Reuters, às 10h23, o dólar recuava 0,38%, a 4,0251 reais na venda. 

Em comparação com a véspera, onde o dólar encerrou em alta de 1,86%, a 4,04251 reais na venda, fechando acima dos quatro reais pela primeira vez desde maio. A publicação traz também dados do dólar futuro.

Banco Central do Brasil muda sua forma de atuar no câmbio e dólar fecha acima de R$ 4,00
Foto: (reprodução/internet)

O anúncio que motivou o recuo

O Banco Central anunciou na noite de quarta-feira (14) mudanças em sua forma de atuar no mercado de câmbio, com vias a trocar posição cambial em contratos de swap tradicional por dólares à vista, formalizando novo modelo de intervenção cambial para aprimoramento do uso dos instrumentos disponíveis.

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Será a primeira vez que o BC ofertará dólares das reservas sem compromisso de recompra desde fevereiro de 2009, conforme assessoria do BC. O BC não disponibiliza swaps reversos desde novembro de 2016.

O BC informou que, de 21 a 29 de agosto, fará ofertas simultâneas de 550 milhões de dólares à vista e de igual montante em contratos de swap cambial reverso.

A atuação simultânea visa trocar, por dólar à vista, um total de 3,8445 bilhões de dólares em swaps cambiais tradicionais, que expiram em outubro e que ainda não foram rolados pelo BC.

A autoridade monetária justificou a mudança na forma de atuar no câmbio citando maior busca por liquidez no mercado à vista –e não no segmento futuro, onde tradicionalmente a demanda por “hedge” é maior e atendida pelos swaps cambiais.

O impacto das mudanças no câmbio

A tendência é que o anúncio do BC por si só dê um impacto pra vir abaixo dos 4 reais… Na semana que vem, começa a recuar mais (com o início dos leilões)”, afirmou o diretor de câmbio do Banco Ourominas, Mauriciano Cavalcante.

Cavalcante pontuou, entretanto, que esse movimento ocorrerá caso não haja nenhuma notícia inesperada no front global, notadamente sobre as economias da China, Alemanha e Estados Unidos, além da guerra comercial.

Se não vier nenhuma surpresa com relação a isso, à guerra comercial, a tendência é que o mercado venha a se acalmar no patamar de 3,90, 3,95 reais. Abaixo disso, só se o BC anunciar outro leilão”, afirmou, acrescentando que avaliou a decisão da autoridade monetária como acertada para reagir às crises do momento.

A expectativa é que a taxa Selic caia para recordes mínimos, e que a taxa básica de juros, até o fim deste ano, possa alcançar níveis ainda mais baixos, tornando desinteressante a emissão de títulos em dólar. 

Com isso, crescem as apostas de que os bancos centrais mundiais atuarão com força para reagir a tais alertas.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento outubro de 2019.

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